quinta-feira, 30 de abril de 2026

Novo PAC destina recursos para ampliar rede de saúde de Acaraú, Itarema e de mais 20 municípios cearenses

A rede pública de saúde do Ceará será ampliada com 24 novos equipamentos previstos no Novo PAC Saúde, programa do Governo Federal que destinará cerca de R$ 56,5 milhões para obras no Estado. A ordem de serviço foi assinada nesta sexta-feira (24), em Fortaleza.

O pacote contempla 22 municípios com a construção de 16 Unidades Básicas de Saúde (UBS), sete Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e um Centro Especializado em Reabilitação (CER), que será implantado em Acaraú.

A distribuição dos equipamentos alcança diferentes regiões cearenses e inclui municípios como Horizonte, Crateús, Santana do Cariri, Jardim, Limoeiro do Norte, Baturité, Pereiro, Canindé, Icó, Itarema, Fortaleza, Jaguaribe e Aracati. Em Fortaleza e Pereiro, haverá mais de uma unidade, com implantação simultânea de UBS e Caps.

A expansão da rede de saúde mental aparece como um dos principais eixos do investimento. Os sete novos Caps devem reforçar o atendimento psicossocial em um cenário de aumento da demanda por cuidados psicológicos e psiquiátricos.

Já para Acaraú, serão destinados R$ 8 milhões para a construção de um Centro Especializado em Reabilitação (CER), será o único do pacote e deve ampliar a oferta de atendimentos específicos em uma área hoje com cobertura limitada.

“Esse equipamento representa um avanço muito grande para a nossa saúde, somando aos serviços já existentes. E estamos aqui para agradecer ao governo do estado e ao governo federal”, concluiu o prefeito em exercício do município, Rogério Rios.

A proposta também busca fortalecer a atenção primária, considerada a principal porta de entrada do SUS, aproximando serviços da população e reduzindo deslocamentos para centros maiores. A regionalização do atendimento é tratada como estratégia para desafogar unidades de maior complexidade e ampliar a cobertura assistencial.

O cronograma prevê execução entre um e dois anos, dependendo do porte das obras e do estágio dos processos locais. Em alguns municípios, os procedimentos licitatórios já estão concluídos, o que pode acelerar o início dos serviços.

Apesar do reforço na infraestrutura, especialistas apontam que o impacto sobre filas e demanda reprimida também dependerá da operação das unidades, incluindo contratação de equipes, custeio e manutenção dos serviços após a entrega das obras.

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